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Rev. Manoel Marins Filho


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 Boletim nº 4439 - 27/06/2010 - OPORTUNIDADE DE RECONSTRUÇÃO

Na história da Igreja, inúmeras foram as situações que demandaram uma atitude rápida por parte da liderança. Graças a essas atitudes, a Igreja permaneceu viva e atuante ao longo desses dois milênios de existência.
Uma dessas situações, a primeira delas, ocorreu quando a Igreja ainda era muito jovem e envolveu, de um lado o Apóstolo Paulo, e do outro, Tiago, Cefas (Pedro) e João, destacados colunas, como a eles se referiu o Apóstolo Paulo (Gl 2. 9). O problema envolvia uma séria questão doutrinária: a Igreja deveria se manter no âmbito do judaísmo, pregando o Evangelho preferencialmente para os judeus, e seguindo seus costumes, ou deveria abrirse para os gentios, os não-judeus? Neste caso, deveria obrigá-los a submeterem-se aos costumes judaicos, principalmente no que se referia à circuncisão, à alimentação e aos rituais de purificação? Teria sido
para isso que Jesus os chamou, para judaizá-los?


Dentre os Apóstolos, Paulo e Barnabé eram os que defendiam a plena liberdade cristã diante dos rituais judaicos, entendendo que Cristo nos chamou para a plena liberdade e que nada que viesse a nos escravizar deveria fazer parte desse Caminho que leva à salvação. Assim, resolveu encarar o problema de frente, custasse o que custasse. Resolveu ir a Jerusalém para debater com os colunas da Igreja, defendeu a sua tese com brilhantismo e arrancou deles uma declaração de tolerância cristã (At 15. Gl 2. 9-10). Paulo conseguiu, com a orientação do Espírito Santo, transformar uma situação de crise em uma demonstração de que os diferentes podem conviver, desde que para isso abram-se para que a graça de Deus se manifeste em sua vida.



Nossa Igreja também está passando por um desses momentos de crise, especialmente no campo financeiro. Medidas já foram tomadas para reestruturarmos nossas finanças. A palavra crise significa uma oportunidade de recomeço, de reconstrução, de tornar diferente o que não vai bem. Certamente sairemos melhor dessa situação do que entramos. A exemplo da crise que se estabeleceu na Igreja em seus primórdios, que serviu para a sua rápida expansão, cremos que nossa Igreja também sairá fortalecida. Basta que todos façamos a nossa parte, melhorando a arrecadação e contribuindo para que não haja desperdícios. Que o nosso Deus nos abençoe e nos ilumine com o seu Santo Espírito

Data: 01/07/2010
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